25 agosto 2014

En kay nou.

Já faz um tempo que não escrevo uma reflexão mais elaborada sobre os fatos da vida por aqui.
Como disse antes, a vida andava silenciosa. 
Pois, nas últimas semanas, alguns sussurros e outras melodias foram tomando corpo. 
Sons de términos, sons de começos, sons de recomeços. 
Nas últimas semanas eu me tornei mestre, fiz 25 anos, pessoas novas ganharam espaços especiais (no singular faria mais sentido) e vim parar no Haiti.
O que vai ser daqui pra frente (a partir de quinta-feira, pra ser mais exata), eu não sei. 
Mas acho que essa é uma das graças da vida que eu aprendi nos 25 anos: a graça de perder a vida para encontrá-la. A graça de sair perdendo. A graça de se permitir ficar perdida.  
Graça de favor imerecido mesmo. Não mereço me perder, pois não mereço ser encontrada. 
Mas, mesmo assim, Deus, na sua eterna graça, me permite a perda pra que eu possa ser encontrada. 
Então, quando ao futuro, estou perdida, mas sigo caminhando. Mesmo que esteja indo sem saber pra onde vou (um salve pro percursor Abraão!), sei Quem me guia nos Seus caminhos mais altos. 
As estrelas incontáveis continuam no mesmo lugar, mesmo quando eu não as vejo. 

E, no mais, vamos viver o presente, o tempo da eternidade, como já diria o querido Lewis. 


E pra finalizar, caro diário, nunca subestime um pote de doce de leite Viçosa. 

Adeus.